Carreira

Afinal, qual é a diferença entre Medicina e Biomedicina?

O momento de escolher uma carreira profissional é crucial para qualquer estudante, principalmente com o aumento de opções nas áreas existentes. Por isso, buscar manter-se informado é fundamental para fazer uma escolha mais clara e consciente. Na área da saúde, por exemplo, muita gente busca entender a diferença entre Medicina e Biomedicina.

Embora esses dois cursos tenham objetivos similares, possuem focos distintos de atuação no mercado de trabalho. Este post lhe ajudará a entender melhor sobre o assunto e a distinguir as duas carreiras.

Os cursos

Confira, na sequência, as principais distinções entre Medicina e Biomedicina no que diz respeito à graduação.

Medicina

A Medicina é um curso que exige do aluno um tempo maior para se formar, já que tem duração de 6 anos e é em período integral. Somado a isso, existe a fase da residênciaque leva, pelo menos, mais 2 anos.

O estudo de toda a anatomia do corpo humano e das possíveis patologias que podem acometê-lo constitui a sua base teórica, até que o aluno esteja apto para dar plantões supervisionados, ganhando conhecimento prático.

Biomedicina

Já o curso de Biomedicina dura de 4 a 5 anos e também começa abordando conceitos de Biologia, Fisiologia e Anatomia. Depois do ciclo básico é que tem início às práticas de laboratório e pesquisa intensiva.

As áreas de atuação

Embora possuam um propósito semelhante — o de garantir uma melhor qualidade de vida para as pessoas, atuando na prevenção e no tratamento de doenças — as áreas de atuação dessas duas profissões são distintas.

Médico

Um médico atua diretamente no diagnóstico e na cura de doenças, buscando restaurar a saúde de seus pacientes. Para isso, trabalha em clínicas e hospitais públicos e particulares. Seu dia a dia é basicamente composto de atendimentos, exames e cirurgias.

Separamos, a seguir, algumas das possibilidades para a carreira.

Atendimento de emergência

Os atendimentos em pronto-socorro e emergência são complexos e desafiadores. Isso porque é preciso lidar com pacientes de alto risco, assumindo decisões que podem fazer a diferença entre a vida e a morte.

Nessa situação, algumas habilidades fazem toda a diferença. Ter agilidade, saber trabalhar em equipe, lidar com limitações de recursos, manter-se saudável e alerta constituem a fórmula do sucesso para um médico que realiza atendimentos emergenciais.

Além disso, é preciso ter calma e manter uma boa comunicação com o paciente, capaz de tranquilizá-lo mesmo em momentos críticos.

Consultório

Trabalhar em um consultório representa a oportunidade de exercer a especialização que você escolheu durante a residência, atendendo pacientes com hora marcada. Há flexibilidade de horário e autogestão profissional.

Se o consultório for próprio, é possível deixá-lo do seu jeito, com o mobiliário e os equipamentos escolhidos por você. Além disso, uma secretária pode facilitar muito a sua rotina, fazendo o contato com os clientes para agendamentos e pagamentos.

Pesquisa científica

Qualquer formação superior possibilita o desenvolvimento em pesquisa científica. Para isso, o interessado, após a formação, deve ingressar-se em uma pós-graduação stricto senso (mestrado e doutorado).

Distribuídos pelo país, e também no cenário internacional, existem muitos institutos de pesquisa dedicados à evolução do campo médico. Geralmente, o ingresso a essas instituições acontece por meio de concursos públicos, os quais, além das provas, pontuam os títulos de pós-graduação.

Oncologia, doenças infecciosas e células-tronco representam alguns dos temas que você pode direcionar a sua carreira. Vá pensando no assunto durante a faculdade, à medida que tiver contato com os diversos temas do curso. Se essa for a sua escolha, que tal participar de um projeto de iniciação científica?

Nas especializações posteriores à graduação, pesquise, entre as universidades do país, aquelas que oferecem linhas de pesquisa que você se identifique. Tornar-se um professor de ensino superior também é uma possibilidade bem promissora.

Biomédico

Um biomédico, por sua vez, analisa dados dos exames solicitados pelos médicos e faz pesquisas científicas que podem, até mesmo, ajudar a desenvolver uma nova vacina ou um tipo de tratamento inovador.

Sua atuação é em laboratórios e, muitas vezes, esse profissional trabalha em conjunto com químicos, biólogos e farmacêuticos. Veja, a seguir, algumas dessas possibilidades.

Biologia molecular

Essa área possui estreita ligação com a genética e a bioquímica. O profissional que opta por ela estuda a relação entre o DNA, o RNA e a síntese de proteínas das células. Isso inclui, por exemplo, a investigação de testes de paternidade por DNA.

A biologia molecular tem grande importância para os estudos sobre a constituição celular e a sua importância, benéfica ou maléfica, para os seres vivos. Nesse sentido, a duplicação do material genético também é um dos temas que o biomédico pode dedicar-se.

Reprodução humana

A reprodução humana assistida é o procedimento voltado para possibilitar a gestação em mulheres que apresentam dificuldade em engravidar.

O biomédico especializado pratica técnicas de inseminação artificial e também procedimentos que auxiliem na fertilidade do casal. Durante a gravidez, o profissional poderá, ainda, realizar a análise genética do embrião.

Análises clínicas

Esse procedimento consiste em analisar alguma substância do paciente — urina, sangue, fezes e outras —, de modo a levantar o diagnóstico sobre a sua saúde. A análise acontece a partir de um exame solicitado pelo médico.

O biomédico que decide atuar nesse campo, por meio do seu trabalho de investigação do material coletado, auxilia no diagnóstico de anomalias e problemas de saúde.

Profissionais aliados

Mesmo diferentes, as atuações desses profissionais são bastante complementares, sendo que uma área contribui muito para o desenvolvimento da outra. Enquanto os médicos fornecem informações e dados práticos para pesquisa, os biomédicos encontram resultados e novas ferramentas para serem aplicadas pela Medicina.

O mercado de trabalho

De maneira geral, as oportunidades na área de saúde são bem amplas em um país como o Brasil, extenso e com uma grande população. A carreira médica exige muita dedicação, mas traz vantagens, como um bom retorno financeiro.

Áreas em destaque

Há carência de profissionais no mercado da Medicina principalmente nas regiões mais distantes dos grandes centros, onde falta assistência básica à sociedade. Há, ainda, a necessidade de profissionais especializados em terapias intensivas, cirurgias complexas, medicina diagnóstica e genética.

Os biomédicos possuem um mercado em expansão, sendo que a maioria trabalha em laboratórios de análises clínicas e diagnóstico por imagem. Contudo, outras áreas — como reprodução humana, genética, farmacologia e saúde pública — têm se mostrado promissoras.

Formação

Em ambos os casos, cursos de especialização podem fazer a diferença para conseguir uma melhor posição profissional. Na Medicina, é comum que os alunos direcionem o seu foco para áreas diversas, como pediatria, geriatria, oncologia, psiquiatria, dermatologia, entre outras.

Por fim, o mais importante é procurar por instituições de ensino comprometidas, para permanecer sempre atualizado sobre os avanços da tecnologia e da saúde, ser capaz de lidar com novos desafios e melhorar a qualidade vida de todos.

Gostou de aprender um pouco mais sobre a diferença entre Medicina e Biomedicina? Que tal continuar em nossa página e descobrir se a carreira médica é realmente para você? Boa leitura!

You may also like
Afinal, quanto ganha um administrador de empresas?
Aqui estão 4 razões para escolher ser professor!
6 qualidades que um futuro enfermeiro deve ter

Deixe seu comentário

Seu comentário*

Nome*
Site

Share This