Carreira

Psicologia, pedagogia e psicopedagogia: entenda suas diferenças

Você quer fazer uma graduação na área de educação, mas está na dúvida entre psicologia, pedagogia e psicopedagogia? Antes de qualquer coisa, é importante entender que estamos falando de profissões diferentes, que apesar de serem semelhantes e estarem relacionadas, tem atuações distintas.

Continue a leitura e confira quais são as diferenças e especialidades desses campos de trabalho! Dessa forma, você estará apto para optar pela área que tiver a maior afinidade.

Definições de psicologia, pedagogia e psicopedagogia

psicologia estuda as motivações para o comportamento das pessoas. Isso passa pela análise dos processos mentais, tais como emoções, percepções e reações, até chegar a conceitos como inteligência e às raízes do aprendizado como um todo, não somente o acadêmico.

pedagogia, por sua vez, é a ciência que estuda os métodos e princípios aplicados exclusivamente no processo da educação. Os pedagogos são incumbidos de solucionar problemas de aprendizagem que estão relacionados ao desenvolvimento de crianças e jovens.

É dos profissionais da pedagogia, ainda, a missão de identificar as dificuldades e carências individuais, a fim de adaptar os melhores métodos para aqueles alunos em especial.

Podemos definir a psicopedagogia como o ramo que aplica os recursos da psicologia durante os processos de aprendizagem. Com isso, aumenta a eficácia dos princípios que norteiam a pedagogia.

A psicopedagogia é o segmento responsável por analisar como os seres humanos constroem o conhecimento. Depois de identificar as etapas desse processo, o psicopedagogo escolhe as melhores estratégias e ferramentas para favorecer o aprendizado.

Diferenças na atuação

Quando tratamos de psicologia, pedagogia e psicopedagogia, a principal diferença entre essas três formações é o foco de trabalho de cada uma.

No âmbito escolar, o psicólogo é quem aborda as questões emocionais e comportamentais do aluno que podem atrapalhar o seu aprendizado. O pedagogo, por sua vez, vai atuar em situações práticas que envolvem o processo de aprendizagem e as suas possíveis dificuldades.

Ao se formar em psicopedagogia, você estará preparado para atuar tanto na área de psicologia quanto na de pedagogia. No entanto, vale lembrar que seu empenho e dedicação serão decisivos na hora de se especializar na função que esteja mais de acordo com o seu perfil profissional.

A psicopedagogia na atualidade

As dificuldades de aprendizagem de um aluno podem estar relacionadas a uma série de fatores, que incluem o dia a dia dele como um todo, passando pelas relações estabelecidas com pais, amigos e professores.

Em um cenário onde muito se fala do avanço das doenças mentais, inclusive em crianças e adolescentes, que já apresentam quadros de depressão e/ou ansiedade, a psicopedagogia evidencia ainda mais a sua força.

É por meio dessa ferramenta que os alunos têm a oportunidade de serem entendidos como indivíduos complexos, cuja aprendizagem está atrelada aos seus conflitos internos e externos. Além disso, a psicopedagogia traz uma visão mais cuidadosa ao sujeito, atribuindo a ele mais valor enquanto agente ativo no processo de absorção de conteúdo.

Esse ramo do conhecimento na atualidade, mais do que necessário, é extremamente requisitado. As demandas por uma educação inclusiva, que atenda a todos os estudantes de maneira indiscriminada, frisam a necessidade de profissionais preparados e competentes.

Contribuições do psicopedagogo

Em uma sala de aula, encontram-se os mais diferentes tipos de alunos. Antigamente, era comum tratá-los de maneira uniforme, o que gerava uma série de dificuldades e insatisfações por parte deles. A ausência de uma atenção direcionada, ao longo do tempo, produziu resultados bastante negativos.

Estudantes extremamente capazes, mas que simplesmente precisavam de outros métodos de ensino para absorver o conteúdo, eram taxados como pouco inteligentes. Muitos até desistiam de estudar por esses motivos, o que influenciava diretamente a carreira deles.

Dessa maneira, a psicopedagogia contribui até mesmo para a diminuição da evasão escolar, bem como para o empoderamento dos estudantes. A confiança no próprio potencial é um fator cultivado pelos profissionais da área.

O aumento da autoestima do aluno é algo perceptível quando um especialista mostra a ele que há, sim, um caminho melhor a ser seguido, de acordo com suas necessidades particulares.

O perfil do psicopedagogo

Como em várias outras profissões, o psicopedagogo também precisa se atualizar continuamente. Já que o comportamento humano passa pelas diversas mudanças sociais, é de extrema importância que ele esteja sempre atento às transformações que ocorrem no mundo, nas mais diferentes esferas.

Além disso, é necessário nunca perder de vista a renovação dos métodos de ensino e as suas possíveis aplicabilidades. Com o tempo, novas técnicas de aprendizagem surgem, baseadas em pesquisas direcionadas, sendo que muitas delas são essenciais para as salas de aula de hoje.

código de ética desse profissional é também um bom parâmetro para analisar algumas características essenciais para quem trabalha na área. Nele, estão contidos atributos que mostram que a atuação no segmento pode ir muito além do que imagina o senso comum.

O documento ressalta a importância do sigilo das informações colhidas pelo psicopedagogo, uma vez que se tratam de questões muito particulares dos que são atendidos por esse especialista.

Saber mediar conflitos e ter um bom relacionamento interpessoal são, ainda, características essenciais. O profissional da psicopedagogia escolar lida não somente com os alunos, mas também com os pais deles e com todo o corpo docente. Por isso, saber conviver bem com todos é fundamental.

Mercado de trabalho

mercado de trabalho é bem abrangente para as três áreas profissionais. O psicólogo tem que se graduar em psicologia, cujo curso dura cinco anos, período em que estuda sobre o desenvolvimento e comportamento humano, além das suas emoções a partir de vários ângulos.

Após se formar, é possível trabalhar no setor organizacional, hospitalar, clínico, jurídico e escolar, podendo seguir as linhas de psicologia comportamental, psicologia analítica, psicanálise e psicodrama.

Para ser pedagogo, é necessário se formar em pedagogia, o que geralmente leva entre quatro e cinco anos. O estudante desse curso aprende sobre os processos de aprendizagem em suas diversas formas, idades e contextos.

Esse profissional pode trabalhar em escolas, projetos comunitários, ONGs, hospitais, empresas privadas e públicas, atuando como professor de educação básica, coordenador, mediador, assessor ou orientador.

Ainda tratada como uma novidade, a psicopedagogia tem começado a ser oferecida como graduação em algumas instituições. O curso dura três anos e compreende as bases de psicologia e pedagogia, preparando o aluno para lidar com dificuldades de aprendizado em escolas e clínicas com crianças e adolescentes.

As áreas de psicologia, pedagogia e psicopedagogia se diferenciam na forma de atuação de cada profissional, mas andam de mãos dadas na esfera educacional, visto que uma complementa a outra.

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1 comentário
  • Ana de Araújo Lima
    02/06/2018 at 14:53
    Reply

    Sou Pedagoga, Orientadora e Psicopedagoga. Gostaria de saber se, dentre esses cursos, eu teria algum aproveitamento de disciplina para seguir com psicologia.

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